muitoconceito


Então desculpa, brigado, de nada, tá, tchau!

Bem, não escrevo já faz muito tempo, eu sei. E voltei aqui para dizer que VAI PIORAR. Andei pensando um monte de coisas e não tomei uma decisão de hora pra outra. Nem estou no meio do ataque histérico que me fez fechar "A Abadia" e "Caderno do Hugo". Dessas vezes, admito, eu era muito mais retardado que hoje. Aliás, envelheci muito ultimamente, e como acho que estou num tonel de nogueira, envelhecer não é nada ruim.

De qualquer modo, a pergunta: o que é um blog? Vamos responder à Bakhtin. Um blog tem forma: textos curtos e em linguagem próxima a daqueles que são o público - no caso do meu, informal metido a besta. Domínio social também tem, e no Brasil articula uma classe média num sem fim de propósitos. Internet é caro, conte lá: provedor, energia elétrica, peças de reposição pra computadores. E os propósitos também, não são para quem precisa pensar no feijão de amanhã dia inteiro hoje. Um blog tem que ter função.

The million-dollar quesion: pra que serve "muitoconceito"?

O Pedrinho, da minha turma de Rio Branco, outro dia achou meu blog. Medo. Aí eu perguntei e ele disse que é uma coisa pra minhas coisas pessoais, mas que tem coisas boas no meio. E ele tem razão, apesar de eu achar que ele fi muito educado e omitiu a parte em que se fala "uma bosta". Tá bem, é drama, não é muita bosta, é pouca, é um blog humilde, este. O "muitoconceito" não sabe a que veio. E eu sei menos ainda porque escrevo às vezes para conhecidos e desconhecidos.

Reli os posts, quase todos. Os que me davam vergonha, eu pulei. A pergunta de pesquisa era: "por quê escrei nesse site desde 2005"? A metodologia adotada vem da filosofia da linguagem, predominantemente Mikhail Bakhtin, com algum teórico mais recente que discutiu o blog, não vou denunciar a máfia. Até porque eu não me lembro mais. Os posts se dividiam em algumas categorias, de acordo com a função. Numa cncepção sempre bakhtiniana de função, é favor não confundir com Jakobson. Ao listar, já faço meus comentários teóricos.

1) Posts para reclamar da vida e angariar pideade de desconhecidos: Terrível isso, não? Sem comentários. Ou quase sem. Uma pessoa como eu, que tem dois braços, duas pernas, cabelo na cabeça, raramente adoece, está casado e feliz, já visitou quase todos os países da América Latina e conseguiu um emprego que, todo ano, outros 8.500 tentam conseguir sem sucesso - emprego que paga bem, rende viagem e acesso a coisas inimagináveis e experiências de vida que não se consegue por outros meios, enfim, uma pessoa nas minhas condiçòes, muito embora a dor seja algo relativo, não tem o mínimo direito à queixa. Logo, ponto para a estupidez da existência deste blog.

2) Posts para dar notícias aos amigos: Salvo por raras exeções, os amigos viraram uns preguiçosos. Nem precisam querer ter notícias de mim. Se lhes ocorrea idéia, clicam em algum lugar,procuram no google e voilà. Desculpem-me todos, mas um blog pra isso não é necessário. Escrevam para hugolorenzetti@gmail.com e terão notícias, além de convites para visitar a Nicarágua. Coloquem meu e-mail na lista, mesmo que chegue corrente, eu vou escrever de volta. E pretendo ter um site de fotos para deixar a família e os amigos por dentro do que meus olhos vêem. Dar notícia não é muitoconceito.

3) Para não escrever sobre livros, filmes e etc.: São poucos os posts que discutem arte, aquilo que se supõe que um blog homônimo deste vá fazer. E mesmo assim, a massa de textos é preguiçosa e não chega aos finalmentes nem aprofunda nada. O blog não está cumprindo seu papel. Claro que a solução final poderia ser substituída por um compromisso meu em escrever só sobre arte e afins, mas aí vem a pergunta: eu quero isso? O mundo precisa das opiniões desinterssantes de mais um smartass blogueiro? Não tem milhões fazendo isso?

4) Estupros de teclado: duas ou três tentativas de produção e divulgação literária. Isso seria bom de fazer. mas acredito que os escritores só devem escrever quando têm algo a dizer. Eu não tenho nada pra dizer.Não é cu doce, não quero confete, estou lúcido e desdeprimido, estou ótimo, mudando no mês que vem para a Nicarágua, passeando horrores pela América Latina, casado, com duas gatas, ganahndo bem e feliz da vida. Não é choramingo: eu não tenho nada pra dizer.

Portanto, este blog morreu. Devia se chamar poucoconceito. Estou me sentindo livre. Não preciso bobajar às vezes porque tenho uma senha UOL. Aliás, meu pai pode cancelar uol se quiser, já que eu parasito a conta dele. Não vou apagá-lo, tampouco, porque ele morre de morte morrida, morre porque uma coisa em mim disse: você está perdendo seu tempo, gaste-o inventando estratégias para ajudar criancinhas morrendo de fome, até porque você está balofo.

Mas que fique claro: ESTE blog morreu. Significa que eu vou voltar a blogar, mas não aqui. Eu vou primeiro descobrir para que eu quero um blog, para que serve, o que vou fazer com ele. Estou cheio de déias, nenhuma delas consolidada. Fui convidado a escrever para o "O Debatedouro - Blog dos Editores". Aceitei. Estou quebrando a cabeça para produzir uns três ou quatro textos e ter uns dias pra pensar em outros. Devo estrear depois do carnaval. Isso tem função, e há desafio e dificuldade. Depois vou ver se escrevo um diário de bordo para a Nicarágua. Talvez saia interessante. Mas não sei se quero fazer isso. Vou ver. Depois decido. Vocês saberão. Pode ser que eu venha aqui só pra deixar o link, se ainda tiver senha uol.

Câmbio-desligo.



Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 00h44
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NOTAS DE VIAGEM II

Big Apple

A chegada foi meio complicada, porque precisei ir comprar dólares no Banco do Brasil pra pagar o aluguel do apartamento. Aí que a gente andou o centro, Sarmiento y Florida, a peatonal cheia de gente, cada um com sua mala ENORME. A sensaçao de "cheguei a Buenos Aires" foi só depois, andando em Palermo, o bairro onde a gente está ficando. Estamos perto de mil coisas, MALBA, Recoleta, Museo Evita, Plaza Italia, enfim, de muitas das coisas que se vem a BA pra fazer. E o período aqui já está acabando. A cidade está falando português, aliás, tanto pela disposiçao dos bonairenses quanto pela quantidade de brasileiros pra lá e pra cá.

Buenos Aires tem que ser uma das cidades mais legais do mundo. E eu nem preciso - nem tenho muita vontade de - escrever muito sobre aqui porque todo mundo que lê esse blog já veio ou virá nas próximas férias - se nao for me visitar na Nicarágua no ano que vem. Aliás, há amigosa que só sabem de mim via blog que nao sabem que meu destino por dois anos a partir de março é Manágua. Ficam sabendo entao.

Cucurucucu Paloma

Um figurinha forçudao, de regata e havaianas, no Museo Nacional de Bellas Artes, passa perto dessa obra

e diz:

- Olha, é a Frida! A Frida nao era argentina?
- Nao, ela é européia! - responde a namorada.

O figurinha se aproxima da etiqueta que diz:

MANCINI, Antonio
Canción alegre,

Italia

Técnica/Material/s: Oleo
Soporte: Tela
100 x 60 cm. Marco: 117 x 80 cm

E sai satisfeito, dizendo:
- Ah, é mesmo, ela é européia.

Garantiu alegria pro nosso grupo pelo resto do dia...



Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 11h35
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NOTAS DE VIAGEM

Uma nova banda

Na viagem a Morretes surgiuuma nova banda indie: Los Taraditos. Seu primeiro álbum é "O vagao da safadeza". Falta compor as músicas. Ficar deitado perto do rio Nhundiquara nao deu inspiraçao. A inspiraçao devia estar ocupada digerindo barreado. É possível que um dos quatro que desceram o trem Serra Verde vire serial killer de guias turísticos. Sério mesmo, nao sei como a classe econômica pode ser mais barata se nela a viagem vem com o bônus do silêncio... A Kelly, ou melhor, a ausência da Kelly, dá mais saudade na gente que a gente imagina...

Água

Acho que as Cataratas do Iguaçu sao o tipo de coisa que nao adianta nada comentar. Qualquer comentário vai parecer narraçao cafona de desfile de fantasias. Cabe dizer que o ar condicionado gelou o vinho, mas eu nao consegui abrir a garrafa porque nao tinha saca-rolha. O Carlos pegou uma borboleta na mao, mas várias outras sentaram no cabelo dele. A gente ficou muito molhado perto da Garganta do Diabo. O lagarto branco e preto assustou o Carlos. Ficmos com vontade de nadar num poço, mas tinha perigo de cair lá embaixo. A primeira exclamaçao do Carlos foi pro fato de que o arco-íris estava lá embaixo. E eu fiquei com inveja dele porque foi a minha terceira vez nas Cataratas, e eu queria que fosse a primeira. Mas é muito bom ir de novo às Cataratas se você leva uma pessoa que nunca foi antes.

De lá de cima

Os Andes parecem que estao cobertos com creme de leite. Parecem que estao se mexendo também.

De pertinho, embaixo

Lua cheia e o ônibus vai passando entre as montanhas, em direçao à Argentina. Um frio. Um monte de sobras nas rochas. Acho até que antes de entrar nessa estrada a gente devia pedir desculpas por incomodar uma coisa tao séria que nem os Andes.

Variaçao Lingüística - Episódio 1

- ¿Güere güere aro were?
- Xê.
- ¿Wanwo ere?
- Güeroerocientoh peho.

E daí o menino saiu do diálogo com um maço de Free.

Variaçao Lingüística - Episódio 2

- Güero etcho goro sin polvo pero tchotcho, ¿eh?
- Sí, sí, claro! (risas)

Tudo bem nao entender o que os chilenos falam, mas passar por mal educado que nao ri das piadas do taxista simpático, nunca!

Valpo y Viña

Eu gostei mais de Valparaíso que de Viña, apesar de ser um lugar super bonito também. Mas Valpo tem aquelas casas coloridas com jardins com as maiores rosas do mundo, todas uma em cima da outra. Viña é bonita demais (no sentido de excesso, nao de uau ¡demais!) e tinha muito menos gente na rua. É que tavam todos no shopping.

"El pueblito se llama Las Condes..." 

Quando eu fiz Espanhol I, a professora deu uma música que foi composta em algum momento do século XX. Era "Si vas para Chile", e tinha o verso acima. Quando a gente estava em Las Condes, pensei como devia ser aquilo na época da música, e que pela arquitetura Wisteria Lane dos novos empreendimentos imobiliários, devia ser muito diferente nao faz muito tempo. Tem um monte pedregoso e bonio, como dizia a cançao, e até alguns salgueiros na rua, que no lloravan no lloravan porque no llovía e porque la region tiene el aire demasiado contaminado. Hoja a música ficaria "al frente hay un mall que llena de gente", em vez de "al frente hay un sauce que llora, que llora".

Las Condes nao lembra a música, coitada. Lembra meu medo de que o mundo todo fique parecido com os EUA de filme de High School por conta da falta de imaginaçao dos arquitetos. Eu acho casa com cerquinha branca um horror. Tomara que os arquitetos de empreendedora acordem antes que seja tarde. Coitada de Las Condes...

Los Chascones

Eu coleciono gatos e o Carlos coleciona pingentes de pedras. Além disso eu coleciono postais, pins de missao, tranqueira de viagem e gosto de comprar ceramica local. O Carlos gosta também, e gosta de coisas que se penduram em fios. A gente tem muito cacareco. O Pablo Neruda também. E eu sou descabelado, que enm a mulher dele (daí La Chascona para ela e para a casa de Neruda em Santiago). O Neruda tinha obsessao por barcos. Eu tenho por trens. Ele era diplomata que nem eu. Só que ele era um gênio e eu nao, e aí acaba o bem estar que me deu visitar duas das três casas de Neruda...

Queria fazer minha própria casa também, mas qual é o estímulo pra comprar um terreno no cerradao, onde em se plantando nada dá, e longe das minhas coisas favoritas na vida? Eu quero que a capital volte pro Rio de Janeiro. JÁ!

Leituras

Terminei o Plata Quemada de Ricargo Piglia no aeroporto de Ezeiza, esperando aviao pra Santiago. Muito bom, mas agora agora estou com preguiça de dizer por que. Mas é da família do Truman Capote, e dos livros-com-crime da Argentina. Muito muito muito bom e bem feito. E tem filme pra ver as diferenças, deve valer a pena, já que o autor fez o roteiro (ou co-fez, nao me lembro). No aeroporto mesmo, comprei La pasión segun Trelew, que é relato sobre a época da Ditadura (a de antes da volta de Perón). Ando gostando de relatos da época da Ditadura, qualquer que ela seja. Faltam umas 40 páginas. Nao é uma maravilha de escrita, mas é legal ver certas ingenuidades de Tomás Eloy Martínez, um de meus autores preferidos. E se pá, acaba virando filme, com aquele menino de Abrazo Partido.

Compras

Eu tenho que confessar que nao gosto de ir às compras. Por exemplo, minhas tentativas em Bogotá foram um fracasso, exceto na livraria. Aqui foi assim, comprei umas quatro garrafas de vinho no Chile, mais umas coisinhas de lápis lázuli, mais dois filmes chilenos que estavam a promoçao e olhe lá. No Paraguai, achei um All Star lindo, e o Carlos comprou os jogos de Play2. E compramos uns perfumes, porque é o que as pessoas compram quando nao sabem o que comprar. A compra que mais gostei de fazer foram umas camisas de linha numa lojinha de artesanato no meio de mil lojas de tranqueira em Ciudad del Este. O Chile é odioso pra fazer compras, porque tudo é horripilantemente caro.

Dodói

Estamos presos no hotel aqui em Mendoza porque o Carlos ficou dodói. Por isso deu tempo de escrever tanto no blog...



Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 20h48
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Email pra Letícia

Oi, querida!
 
Estamos em Puerto Iguazu, Argentina. Saìa mais barato ficar aqui que ficar no lado brasileiro. O casamento foi ok, mal deu pra ver os noivos e a gente saiu cedo pra poder encontrar a Kelly no dia seguinte. No primeiro dia, a gente pegou o onibuzinho turístico e visitou a Unilivre, o Museu Niemeyer, o Jardim Botânico e a Ópera de Arame. Depois rolou shoppimg pra comprar cinto e esperar a Pri sair da maquiagem. Com a Kelly foi ótimo e ela está, ao que tudo indica, sim, casada. Mas a gente nem andou com o Ricardo - só o vimos rapidamente. O apartamento dela é uma graça e tem um banheiro super hype cor-de-rosa... Ela estava também com a visita da Dani, de SP, uma menina ótima. O passeio pra Morretes foi super bacana, a gente comeu barreado e eu nadei de cueca na frente da Ingreja da Matriz.
 
Chegamos a Iguazu ontem de madrugada - mais atrasos de aviao...  Hoje fomos ao lado argentino das cataratas e estamos pra morrer de dor nas pernas. Agora é jantar (carne boa e vinho melhor ainda) e dormir. Amanha vamos ao lado brasileiro e ao Paraguai.
 
É isso. O email nao foi otimista, foi profético. Tu vai passar no Rio Branco, eu vi.
 
Beijos
 
H
 
PS: Vou publicar esse mail no blog pra facilitar a vida.


Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 21h29
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Não, não, não, não, não e NÃO. Eu não vou escrever de novo, não vai sair bom do jeito que estava, foi DEUS. Já era. Perdi o post e me dá preguiça de viver só de pensar em escrever de novo.

Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 09h45
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Sete coisas que vocês nunca saberão sobre mim

Escrevi, obedecendo à determinação do blog do rafaelbauru as sete coisas que vocês provavelmente não sabem sobre mim. Na hora de publicar, o uolblog apagou. Não tenho a menor intenção de reescrevê-las. Era um texto ótimo, modéstia à parte. E a corrente acaba aqui. Estou muito, mas muito irritado agora.

Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 15h38
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De lá de cima

Existe um lugar no mundo que tem uma cidade onde a temperatura é quase sempre de 18 graus Celsius. Existe, e eu fui lá. É um lugar onde existe um complexo de museus todos muito bem cuidados, eque ficam perto de uma loja que vende café no copo de papel - um café maravilhoso. Tem também um sistema de ônibus que parece metrô. E tem gente na rua de segunda a segunda, e as pessoas passeiam tranquilamente no meio de um monte de soldados e guardas de polícia, que dizem bom dia se você entra no caminho deles, e que sabem dizer como é que se faz pra chegar na entrada do teleférico que te leva a mais de 3000 metros de altitude, onde falta ar, e uma trilha, que pra um quase costenho como eu, toma uma manhã pra ser completada.

Existe uma cidade onde as pessoas sabem conversar com um estranho dentro do ônibus sem invadir sua vida, mas também sem falar sobre o tempo. Um lugar onde você é um deles até que abra a boca e te descubram estrangeiro - mas aí você continua sendo um deles, igual. Onde as pessoas esperam sair antes de entrar. Onde as pessoas lêem seu jornal enquanto tomam café. Onde as pessoas fazem questão de que você, forasteiro, saiba onde está, e o que fazer - e te indicam o lugar onde todo mundo está, e não o lugar mais plástico e sem cheiro. Onde as pessoas têm orgulho de seus escritores e artistas plásticos.

Em Bogotá, as pessoas tomaram posse da rua, não se esconderam com medo dos "bandidos". Elas deixam seus filhos correrem pela praça. Elas compram livros usados nas praças. As praças são das pessoas.

Existe um país no mundo onde tem uma cidade. Uma cidade de verdade.



Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 16h20
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Últimos capítulos

É que nem fim de novela. A minha, agora, está sendo escrita por Gilberto Braga. Chama-se "Planalto da Banana" (porque pizza não é nem de longe uma referencia bacana, soa muito revista Veja, eu prefiro uma referência mais tradicional, e acho muito errado o Brasil achar que as Repúblicas da Banana só falam espanhol - nós não somos mais chiques que eles em nada, muito pelo contrário). Muitas emoções e lágrimas. E o tempo voando.

No penúltimo capítulo nossos heróis se casam. Estavam já casados na prática, mas vão a um cartório para assinar o papel. Recebem a visita da artista plástica Carolina Gama, a madrinha, que assina o papel junto com a chefe de um dos heróis, a Almerinda. Momento emocionante, com trilha sonoroa do filme Frida (só na imaginação do nosso herói, não houve mini system no cartório).  No mesmo capítulo, o futuro chefe do nosso heróis confirmou que ele vai, nem que todo mundo apanhe e a vaca tussa, pra África no início do ano que vem, e só volta a viver no Brasil em 2018. Foi aí que a novela "Planalto da Banana" começou a acabar.

Como autor de novela gosta de enrolar no capítulo anterior ao do casamento, e só para interromper o fluxo, o nosso herói foi enviado pra Colômbia. E no capítulo posterior ao casamento a República da Banana atinge 0,800 de IDH, o que só pode ser uma piada. Nosso herói luta para deixar a programação do Centro de Estudos Brasileiros pronta, mas seu compromisso com o blog atrapalha seus objetivos... Enquanto isso, o outro herói agora dirige o carro da amiga que está operada (na verdade essa história de operação é balela, na verdade a atriz está com candidíase e foi afastada temporariamente do elenco). Ele quase é vítima da loucura que é o trânsito em Bananópolis, a cidade onde todas as pessoas são autoridades. A amiga operada infarta ao saber que seu carro está sendo pilotado por um recém-motorista, por isso ela não vai mais voltar às telas antes do final de "Planalto da Banana". Chove em Bananópolis, aliás, e a ex-orientadora dos dois heróis esteve de visita numa noite chuvosa. Algumas cenas do núcleo Guel Arraes encerram o capítulo.

Cenas dos próximos capítulos: o nosso herói vai pra Campinas numa passagem relâmpago pra dar alguma seriedade pro seu trabalho de mestrado.  Regressando de Campinas para Bananópolis, nosso herói tem que entregar vários trabalhos e esperar que a data de embarque para Guiné Bissau seja decretada. Conseguirá o nosso herói não sucumbir aos trabalhos insuportáveis do Instituto Auschwitz de Diplomacia?

A cena final está escrita. Vai ser que nem Casablanca apud Roque Santeiro. Imaginem só: um avião balança-mas-não-cai com destino a Bissau via Praia, Cabo Verde num aeroporto em Fortaleza. As times goes by como trilha sonora (mais uma vez, só na cabeça do nosso herói). Pra zoar, cantada pela Carly Simon. Os heróis e duas aiolas, cada uma com uma gata. E na telinha, com letra pseudocursiva, escreve-se sozinha a palavra "Fim".

A próxima novela vai ser regionalista, com sotaque esquisito. Talvez se chame "Cajual de paixões", mas o Benedito Ruy Barbosa não quer liberar informação...



Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 16h27
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Quando eu crescer...

...quero vir removido aqui pra Bogotá...

Depois conto como foi.



Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 00h03
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Troféu "Meu cu com bosta"

Mesmo não querendo a gente sabe das coisas. Eu faço de tudo pra não ver televisão nem ver revista em banca. Eu procuro fugir, baseado na lógica do "os incomodados que se retirem". Mas as coisas vêm. Por issoeu roubei o Troféu "Meu cu", inventado pela Penny que bloga no abfab, somei uma expressão que a mesma Penny ensinou e institui, para de vez em quando o "Troféu Meu Cu com Bosta". O primeiro vai pra notícia: "Susana Vieira lamenta a morte de seu cachorro". Que é que eu tenho a ver com isso? Se a falsificação Made in Brazil de Donatella Versace (idéia do Carlos) tinha assim uma relação íntima que a fizesse precisar chorar diante das câmeras a morte do Fifu ou qualquer nome ridículo que essa tranqueira tenha, o problema não é dos 180-quase-190-milhões de brasileiros... Agora vai ter campanha para salvar os cachorros do trânsito enlouquecido, aquele tribufu sem asa que pensa que é atriz vai abrir um ONG, o amigo do Luciano Ruque (aliás, se valer premiação retroativa, vai um pra ele e pra matéria babaca de Veja dizendo que a verdadeira natureza do brasileiro não é ser submisso completamnte ao espetáculo debordiano que é nossa sociedade - e que isso é ruim) vai dar um relógio pra ela... E os tupinambôs assitindo.

Eu concordo. pobre cachorro. Deviam ter atropelado a Suzana Vieira e seu hiperultramegahair que faz  vovozona de 250 anos parecer que 2 aninhos, só que idade mental.

Meu cu com bosta pra ela.

 

 

 

PS1: Vamos organizar um movimento "e eu com isso" pela relevâcia de contúdo da produção de informaçào?

PS2: Pra qum quer ver outra vaca sendo lavada com soda cáustica, olhe isso: Meu Nome é Regina (Clica!)

PS3: Pelo menos a Bruxa do 71 laureada hoje tinha um Pastor Alemão, e não um maldito poodle.



Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 01h41
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O contador de lorota

Pior que cancelarem a sua viagem é você ter de sair por aí desdando notícia e ficando com cara de loroteiro. Fica parecendo que eu tava era contando vantagem.

Será que eu aprendo a nunca mais me empolgar com nada? Será que é por isso que os da minha profissão parecem tão blasé? Será que é por parecer mentiroso que esse povo se mata? Vai imaginar. Que deformações novas meu novo ofício terá me reservado para o futuro! E euq ue já estava resignado a ficar sem voz sendo professor.



Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 14h42
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Ai ai ai

Ela saiu, toda bonitinha de camiseta listrada, com cadernos e pastas na mão. Passou a porta de vidro em direção à área de embarque e foi. E a gente queria na verdade que ela tivesse pirado e decidido ficar com a gente, e mudar com a gente pra Guiné-Bissau em março... Já com saudades da Letícia, a laetitia desse apartamento nos últimos quase 20 dias...

Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 22h52
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Culture shock (versão diet)

Primeiro, eu não sabia se era pra fazer reverência, se é que esse negócio que a gente vê os japoneses fazerem na TV chama reverência mesmo. Até porque o cabra era da China, não do Japão. A Popular, não a outra. Enquanto eu pensava nisso, a moça que abriu a porta perguntou se eu queria água, e eu disse que sim, um pouco com medo de depois colocar o copo em cima de uma tapeçaria milenar. Felizmente, as mesas de centro eram de tampo de vidro (o que não mancha, e se mancha dá pra limpar), e estavam nuas. Nisso ela pergunta se eu sei quem ela é. Achei esquisita a pergunta e imaginei que não se tratava de costume da China, porque ela era uma contratada local brasileira. Mas, muito espertinho, eu disse: você é Fulanildes (escondo o nome da moça, já que vocês virasm o rolo que deu por causa do Miss DF). Claro, Fulanildes era o nome única pessoa que eu não precisava pronunciar cantando. E no fim, achei que era só simpatia e fiquei feliz em ver aquele monte de vasos coloridos por toda parte.

Aí que eu nunca sei onde sentar, e todos os sofás tinham rendas. Sentei sobre as rendas, e como não tocou nenhum alarme, nem veio nenhuma chinesa à "Kung-fu-são", acho que não cometi nenhum crime. E bebi uma quantidade enorme de água antes de chegar à conclusão de que copo de plástico sobre vidro não dá mancha indelével.

Mas aí veio o primeiro secretário chinês. E eu sem saber se fazia reverência. O bom foi que ele estendeu logo a mão e facilitou todo o choque cultural. E aí disse tudo com uma objetividade espantosa, em excelente português. Mas espantosamente objetivo. Diplomata brasileiro fala do porco que a tia da vó do conhecido do primo do compadre de não-sei-quem comprou e da última obra de sei lá... Mozart, tudo antes de ir ao assunto.

Saí de lá com passagens e inscrição pro curso de 15 dias para Diplomatas Latino-Americanos de Alto Nível em Pequim. E eu nem sabia que eu era de Alto Nível, ora vejam só...



Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 17h29
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Oh, yes, the end is near! (e nele comeremos nhoque)

O fim está próximo. Celebremos! Essa é a penúltima semana de Rio Branco com aulas normais. Daí vem o recesso de duas semanas pra escrever o projeto de mestrado em diplomacia (projeto ainda? não me perguntem), e depois ninguém sabe como vai ser, nem se vai ser. De qualquer modo, um urubu verde (porque é grande e poderoso, não servindo, portanto, pra passarinho) me contou que até o fim de dezembro estaremos euforiados. Faltam unos cuantos trabajos tontos e... FIM. Aguardo ansiosamente a próxima novela das oito (aqui é novela das oito, sempre, todas escritas pelo Gilberto Braga - ou, no mínimo, pelo Aguinaldo Silva - cheias de intriga, inveja, Odette Roithman e Sebastião Ayala).

Enquanto isso contamos com a visita ilustre da Srta. Tarifa, que ganhou no fim de semana cheio de emoções fortes, tipo ir ao supermercado no sábado e ganhar, no domingo, um nhoque feito desde a batata por mim. Nhoque que eu fiz, aliás, temperando com muito xingamento, e cobrindo, pelas próximas dez gerações, a cozinha de farinha de trigo. hoje pela manhã, aliás, eu ainda estava com pedaços de massa de nhoque no cabelo. Pelo menos tinha um nhoque no cabelo, e não o contrário, que é muito mais brochante. Quando as bolinhas saíram da água, elas estavam massudas e horríveis de um jeito, que eu pensei ter criado uma vanguarda gastronômica, a Cocina Orribile. Mas aí eu fui espertinho - não sem a ajuda do Carlos - e pus massa com molho pra gratinar. E deu meio certo, e os comensais gostaram do trabalho. Só que dificilmente um novo visitante vai ganhar de novo uma nhocada, porque - deus meu! - como dá trabalho!!! Assim que recomendo aos amigos que venham me ver logo, porque a cada visita um prato cairá em desgraça, sobrando só miojo praquele que chegar por último...



Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 13h58
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Escuta... Esse aí que parece eu é eu mesmo?

Abriu-se a porta da sala contígua à de reuniões, essa sala com posters de todas as Olimpíadas do passado. Dela saiu primeiro uma mulher de cabelo vermelho que me pareceu assim muito familiar. E o Ministro do Esporte. Ela, que dispensava apresentações, foi apresentada ao nosso Embaixador em Catar. "Beth, é um prazer conhecê-la pessoalmente". E o rapaz parecido comigo estava ali de pé, e a Beth virou pra ele e disse "que rapaz bonito!". E ele disse, já tendo percebido que se tratava de Beth Carvalho, a cantora, "é um prazer conhecê-la, fui criado ouvindo suas músicas", e logo em seguida pensou "que coisa mais idiota pra se dizer", mas ela, mulher bem educada, sorriu e disse "que maravilha!". Veio o Assessor e disse: esse é nosso homem no Itamaraty, é ele quem trata de esportes. E aí o Ministro deu um aperto de mão + tapinha no ombro no garoto de gravata azul clara. E falou que ele devia ir pro Oriente Médio junto com ele e a comitiva. E depois eles todos sentaram para decidir o futuro do futebol brasileiro no mundo.

Eu queria me lembrar se eu era eu mesmo. É muito esquisito tudo isso...



Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 18h46
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